A deputada estadual Janaina Riva repercutiu em suas redes sociais o desabafo da enteada de Daniel Bennemann Frasson, que matou a esposa, Gleici Keli Geraldo de Souza, 42 anos, e esfaqueou a filha do casal, em junho deste ano, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá). A parlamentar criticou o laudo psiquiátrico que concluiu que o réu é inimputável por quadro depressivo e afirmou que acionará o Ministério Público, por meio da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa, pedindo a revisão.
Janaina comentou o relato “devastador” da filha mais velha de Gleici, que teme ver o assassino escapar da prisão devido ao laudo pericial. A deputada declarou que reconhece a importância da saúde mental, mas questionou como a Justiça explicaria à família que o acusado não receberá uma punição proporcional ao crime.
Conforme a deputada, decisões desse tipo geram insegurança e colocam em dúvida a confiança da sociedade no sistema judicial. “Ninguém aqui questiona a importância da saúde mental, eu mesma já afirmei diversas vezes que ela é um dos pilares da violência doméstica. Mas como a Justiça explica para essa filha que o homem que brutalmente tirou a vida da sua mãe e, em seguida, tentou matar a própria filha, uma criança, não receberá uma punição à altura da atrocidade que cometeu? Que recado as leis querem passar à sociedade? É nessa Justiça que esperam que confiemos?”, questionou.
O desabafo da filha mais velha de Gleici, que ficou com a guarda da irmã caçula após o caso, viralizou nas redes sociais durante o fim de semana. Como o Mídia Jur divulgou, ela critica de forma contundente a conclusão do laudo e questiona como alguém que trabalhava, dirigia, resolvia tarefas cotidianas e mantinha rotinas organizadas poderia ser considerado incapaz de compreender seus atos.
No texto, ela também relembra os impactos emocionais e físicos sofridos pela irmã de sete anos, que passou 22 dias na UTI, precisou reaprender a andar e comer, e ainda apresenta sequelas e medo constante. A jovem afirma que espera que o caso avance no Judiciário e que haja responsabilização.
Janaina defendeu que o desabafo da jovem seja incluso no processo para contestar a conclusão dos peritos. A deputada disse que acompanhará o caso e defendeu que crimes dessa natureza não podem resultar em sensação de impunidade.
O caso
O crime ocorreu na manhã de 24 de junho, quando Gleici foi encontrada morta sobre a cama da residência com 16 facadas. A filha do casal, que dormia ao lado, também foi atingida no peito e nas costas e socorrida por vizinhos. Daniel foi encontrado no corredor da casa com ferimentos no tórax e em estado de confusão.
O processo criminal estava suspenso devido ao incidente de insanidade mental. O laudo da Politec-MT concluiu que ele é inimputável e o réu segue preso preventivamente, medicado na unidade de custódia.
Fonte: MIDIAJUR






