Uma tentativa de feminicídio chocou os moradores do Distrito Pingo D’água, em Querência (945 km ao nordeste de Cuiabá). O professor da rede municipal e ex-candidato a vereador pelo PSDB nas eleições de 2024, Clayton Reis Divino, de 47 anos, foi preso em flagrante após ser filmado tentando matar a ex-companheira, de 43 anos.
O Crime
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, que está separada do agressor há cerca de seis meses, chegou em sua residência por volta das 6h da manhã e foi surpreendida pelo homem já dentro do imóvel. A suspeita é que ele tenha utilizado uma cópia das chaves para entrar sem autorização.
Relatos indicam que Clayton apresentava um comportamento extremamente agressivo. Ao ser confrontado, ele desferiu um soco no rosto da mulher, afirmando que ela seria “obrigada” a reatar o relacionamento. Sob ameaças de morte, a vítima tentou fugir, mas foi contida e arrastada de volta para o interior da casa.
Imagens Fortes e Intervenção
As imagens do circuito interno de segurança mostram o momento em que o agressor utiliza as duas mãos para enforcar a mulher. A vítima relatou à polícia que chegou a perder o fôlego e os sentidos. O ataque só foi interrompido quando uma vizinha, ao ouvir o tumulto, entrou na casa e conseguiu intervir.
Um detalhe que causou revolta na comunidade local foi a presença do filho do casal, de apenas 2 anos, que presenciou toda a violência e tentou, de forma instintiva, defender a mãe durante as agressões.
Prisão e Procedimentos Legais
Após a denúncia, equipes da Polícia Militar se deslocaram até a residência do suspeito, onde ele recebeu voz de prisão. Clayton não ofereceu resistência.
A vítima, que apresentava hematomas visíveis no pescoço, braços e boca, entregou as gravações às autoridades e solicitou medidas protetivas de urgência. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Querência.
Até o fechamento desta matéria, a defesa do suspeito não havia se pronunciado oficialmente.
Denuncie: Se você ou alguém que você conhece sofre violência doméstica, ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar).






