Assassino “imparável” tortura e mata a própria irmã após ser solto por erro gravíssimo da Justiça em Cuiabá Marcos Pereira Soares, que já cumpria pena por homicídio, foi beneficiado por um alvará indevido dias antes de sequestrar, estuprar e ocultar o corpo de Estéfane, de apenas 17 anos; Delegada o define como "perigo para todas as mulheres".

A crueldade masculina e a falha do sistema judiciário fizeram mais uma vítima fatal em Mato Grosso. Marcos Pereira Soares, de 32 anos, conhecido como “Marquinhos”, é o autor de um dos crimes mais bárbaros registrados recentemente na capital. Após ser solto indevidamente no último sábado (7), o criminoso usou sua liberdade para caçar, torturar e tirar a vida de sua própria irmã, Estéfane Pereira Soares, de 17 anos.

Marcos não deveria estar nas ruas. Condenado a 19 anos de prisão por um latrocínio cometido em 2020, ele cumpria pena quando foi beneficiado por um erro de sistema. Segundo sua própria esposa, Mariane Mara da Silva, o alvará de soltura foi emitido de forma equivocada, confundindo uma medida protetiva com a sua pena principal. Mesmo ciente do erro, o agressor tentou se esconder e mudar de endereço para evitar o retorno à cadeia, até que decidiu atacar a irmã.

Requintes de Crueldade e Ódio ao Feminino

O corpo de Estéfane foi encontrado na noite de quarta-feira (11), em um córrego no bairro Três Barras, em uma cena que revela o desprezo absoluto pela vida feminina. O criminoso não apenas matou, mas torturou a adolescente: o corpo estava nu, enrolado em um lençol, com os pés amarrados e apresentava queimaduras e sinais severos de violência sexual.

Para garantir que o corpo não fosse descoberto, Marcos amarrou pedras à vítima para mantê-la submersa. A delegada Jéssica Assis, da DHPP, foi enfática ao classificar o caso: “A motivação realmente é desprezo ao feminino. Foi um feminicídio clássico”.

Um Predador à Solta: O Perigo para a Sociedade

A periculosidade de Marcos Pereira Soares vai além do âmbito familiar. Câmeras de monitoramento flagraram o criminoso rondando um estúdio de design no mesmo dia do crime. Nas imagens, ele aparece escondido atrás de árvores, observando a proprietária do local, que viveu momentos de pânico.

Para a Polícia Civil, Marcos exibe o comportamento de um “criminoso sexual em série”. “Ele é uma pessoa imparável, que não tem condições de viver em sociedade. Realmente é um perigo para mulheres, meninas e até crianças”, afirmou a delegada Jéssica Assis.

O Cinismo do Agressor

Ao ser preso e confrontado com as provas, o assassino tentou manipular a situação. Deixou a delegacia em prantos, alegando inocência e chegando a simular uma tentativa de suicídio na cela. No entanto, sua versão de que “apenas conversou com a irmã” não sustenta os fatos: ele foi a última pessoa vista com Estéfane e não apresentou qualquer álibi para o período em que a jovem foi torturada e morta.

O Erro Judicial sob Investigação

A soltura de um homem com este perfil de periculosidade levanta um alerta urgente sobre os processos de verificação do sistema penal. Abaixo, reproduzimos a nota oficial sobre o caso:

Nota da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso:

“A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso instaurou procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à soltura de um homem acusado de ter matado a própria irmã, na noite de quarta-feira (11), em Cuiabá.

Em análise preliminar, foi identificada possível falha humana na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), relacionada à existência de dois Registros Judiciais Individuais (RJI) vinculados ao nome da mesma pessoa.

Não há, até o momento, indícios de falha no funcionamento do sistema. A apuração busca esclarecer os fatos e verificar as circunstâncias do ocorrido.

A Corregedoria acompanhará o caso e adotará as medidas cabíveis, observando o devido processo legal.”

 O assassinato de Estéfane é o resultado trágico de uma combinação letal: o ódio de um agressor e a falha de um Estado que deveria proteger. Enquanto criminosos como Marcos Pereira Soares forem beneficiados por erros ou interpretações brandas, nossas mulheres e meninas continuarão pagando com a vida. Exigimos justiça e rigor absoluto.

(Se você sofre ou conhece alguém que sofre violência, denuncie. Ligue 190 ou 180.)

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