O professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Saulo Tarso Rodrigues foi preso preventivamente nesta segunda-feira (10), por determinação da Justiça.
Ele é investigado por assédio e ameaça contra uma estudante e, segundo a decisão judicial, teria descumprido restrições impostas anteriormente, além de violar o sigilo do processo e tentar interferir na produção de provas. A informação é do site G1.
Ao MidiaNews, a Polícia Civil confirmou que cumpriu a prisão no bairro Marajoara, em Várzea Grande.
Segundo o G1, na decisão assinada pela juíza Henriqueta Ferreira Lima, consta que o professor teria adotado diferentes condutas para manter contato com a vítima, abordar testemunhas e divulgar informações de um processo que tramita em sigilo.
Entre os episódios citados pela Justiça está a tentativa de contato com a vítima por meio de outra pessoa. O professor também teria divulgado informações do processo em um grupo acadêmico com centenas de integrantes e abordado diretamente testemunhas.
A decisão menciona ainda a divulgação de uma matéria jornalística considerada difamatória contra a vítima. Para a magistrada, a sequência de episódios demonstra que as medidas cautelares anteriormente impostas não foram suficientes para impedir novas condutas atribuídas ao investigado.
Diante disso, a Justiça considerou que a permanência de Saulo em liberdade poderia representar risco à ordem pública e à produção de provas no processo e decretou a prisão preventiva.
Afastado da UFMT
Saulo foi afastado cautelarmente pela UFMT no último dia 24 julho, após a universidade receber uma denúncia de assédio, insistência em contatos e ameaças contra uma estudante do curso de Direito, no campus de Cuiabá.
Em nota, a instituição informou que a medida foi adotada de forma preventiva, por meio de portaria da Reitoria, dentro de um procedimento administrativo instaurado para apurar a denúncia.
Condenação por perseguição
Saulo também foi condenado pela Justiça por perseguir a ex-companheira. A sentença foi proferida no último dia 21 de julho.
Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), entre setembro e outubro de 2022, o professor teria enviado e-mails de forma insistente à vítima, mesmo sem autorização para manter contato.
Durante o processo, a defesa tentou anular a ação sob alegação de problemas na realização de uma audiência e questionou a validade das provas digitais, que consistiam nos e-mails enviados à vítima. Os pedidos, no entanto, foram rejeitados pela Justiça.
Fonte: Mídia News





