Um advogado e assessor parlamentar, de 29 anos, foi preso em flagrante na tarde de quarta-feira (28), suspeito de violência doméstica contra a própria companheira. A ocorrência foi registrada em um condomínio residencial no bairro Paiaguás, em Cuiabá, e envolveu agressão física, danos ao patrimônio e violação de domicílio, conforme o boletim de ocorrência.
A Polícia Militar foi acionada pela central de emergências após a denúncia de que uma mulher teria invadido um apartamento e causado danos a móveis e objetos do namorado. Durante o deslocamento até o endereço, os policiais encontraram o morador do imóvel, que relatou que o relacionamento com a companheira havia terminado e que, após a separação, ela teria ido até o apartamento. Segundo ele, a mulher chegou a enviar mensagens informando que estava quebrando os pertences.
Ao chegarem ao apartamento, os militares encontraram a mulher no interior do imóvel, acompanhada da mãe. No local, a guarnição constatou que a porta de entrada estava arrombada e que havia diversos danos, incluindo um televisor quebrado, vidros de janelas danificados, móveis destruídos e uma máquina de lavar avariada. Também foram identificados sinais de que fotografias haviam sido queimadas no banheiro.
Durante o atendimento da ocorrência, a mulher apresentou outra versão dos fatos. Ela afirmou que o relacionamento não havia terminado e que, mais cedo, esteve no apartamento do companheiro, onde os dois se envolveram em uma discussão. Conforme o relato, durante o desentendimento, o homem teria segurado seu braço e, ao tentar se soltar, ela acabou batendo o cotovelo na porta, o que resultou em um hematoma.
Ainda de acordo com a mulher, ela possuía acesso ao condomínio e ao bloco onde fica o apartamento, mas o companheiro teria trocado o miolo da fechadura no mesmo dia. O homem, por sua vez, não apresentava lesões aparentes.
Diante das versões conflitantes, dos danos constatados no imóvel e da lesão apresentada pela mulher, os policiais encaminharam as partes ao Plantão de Atendimento à Mulher. Após a oitiva dos envolvidos e de testemunhas, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante do homem pelos crimes de lesão corporal, ameaça e violência psicológica contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha.
O caso foi encaminhado à Justiça e segue sob investigação. A vítima recebeu orientações sobre as medidas protetivas previstas em lei.
Fonte: MIDIA JUR





