PM exonera tenente-coronel preso por importunação sexual em Cuiabá

A Polícia Militar de Mato Grosso exonerou do cargo de comandante do 22º Batalhão de Peixoto de Azevedo (a 692 km de Cuiabá) o tenente-coronel Wellington Rodrigues Mendonça, de 44 anos, preso em flagrante por importunação sexual. A decisão foi confirmada pela corporação em nota oficial divulgada após a repercussão do caso.

Segundo a PM, a exoneração da função de comando foi determinada de forma imediata. A Corregedoria-Geral da instituição instaurou procedimento administrativo para apuração dos fatos.

Ainda conforme a nota, o militar responde civil e criminalmente e está em liberdade, condicionada ao comparecimento aos atos do processo.

“A Polícia Militar de Mato Grosso informa que determinou exoneração imediata, da função de comando do 22º Batalhão de Peixoto de Azevedo, de um tenente-coronel investigado por crime de importunação sexual”, diz trecho do comunicado. A corporação acrescenta que “não coaduna com nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes”.

O crime

O caso ocorreu na madrugada de sábado para domingo (25), em um posto de combustíveis localizado na Praça 8 de Abril, em Cuiabá. De acordo com o registro policial, o oficial foi acusado de importunar sexualmente uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso que estava acompanhada de amigas.

Segundo o relato da vítima, o militar se aproximou do grupo sem ser convidado e passou a fazer investidas insistentes, mesmo diante de recusas. Ela afirmou que o tenente-coronel se sentou ao seu lado, tocou sua coxa sem consentimento e pressionou o corpo contra o dela. Uma amiga tentou intervir, mas, conforme o boletim, o comportamento teria continuado.

Ainda de acordo com o depoimento, ao ser questionado, o oficial se identificou como integrante da Polícia Militar, afirmou estar armado e tentou intimidar as mulheres. A PM foi acionada, compareceu ao local e efetuou a prisão em flagrante.

Em nota, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso repudiou a denúncia envolvendo o oficial e informou que presta apoio à vítima, além de cobrar a apuração rigorosa dos fatos e a adoção das providências cabíveis.

Fonte: MIDIA JUR

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