Após perseguir e ameaçar ex-companheira que tem medida protetiva, homem é preso pela Polícia Civil

Um homem de 47 anos foi preso na quinta-feira, pela equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde, pelos crimes de perseguição e violência psicológica contra a ex-mulher.

A vítima procurou o Núcleo de Atendimento à Mulher, na Delegacia de Lucas do Rio Verde, na primeira quinzena de novembro e relatou que vinha sofrendo ameaças do ex-marido. Ela contou ainda que no dia nove do mês passado, o investigado parou o veículo em frente à casa dela e simulou um gesto como se tivesse uma arma, lhe dizendo: “você é uma mulher morta”. Ela já tinha uma medida protetiva em vigência contra o ex-companheira e imediatamente acionou o botão do pânico e, posteriormente a Polícia Militar. Foram feitas buscas pelo suspeito na ocasião, mas ele não foi encontrado.

Um dia após o primeiro episódio, a vítima recebeu áudios por aplicativo, com mensagens intimidatórias, a ameaçando que ele teria buscado algo em Sinop para resolverem a situação entre ambos e que ia divulgar vídeos de quando os dois eram casados. Por último, o suspeito disse para a vítima que colocou um rastreador no veículo da mesma e clonou o celular dela para acompanhar todos os passos da ex-mulher.

Todos os fatos narrados pela vítima indicaram descumprimento da medida protetiva, como explicou a delegada Ana Caroline Lacerda Terra, pois o suspeito enviou mensagens e áudios, além de aparecer em frente à residência, ameaçando a ex-companheira.

“As ameaças tiveram continuidade, sendo que a todo momento o suspeito vinha expondo imagens da vítima, razão pela qual representamos por busca e apreensão na casa dele a fim de coletar as imagens da vítima que estariam acondicionadas no celular do suspeito e/ou computador, bem como por sua prisão, tendo em vista o risco à vida da vítima”, observou a delegada titular de Lucas do Rio Verde.

Após a representação da Polícia Civil, o Poder Judiciário deferiu a prisão preventiva do investigado, cumprida no fim da tarde de quinta-feira.

“Essas ações tiveram um claro intuito de afetar psicologicamente a vítima, lhe causando temor pela sua segurança e a de seus filhos. Temos nítida a gravidade da conduta do investigado, bem como o potencial de suas palavras que podem se tornar ação com possível fatalidade, que é o que devemos impedir”, declarou a delegada.

Fonte: PJC/MT

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