Em Cuiabá/MT, ministra Cida Gonçalves faz visita técnica ao terreno da Casa da Mulher Brasileira e participa de audiência na ALMT

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, esteve nesta segunda-feira (15) em Cuiabá, onde participou da audiência pública “Violência contra a Mulher – Brasil sem Misoginia”, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na parte da tarde, a ministra fez uma visita técnica ao terreno da futura Casa da Mulher Brasileira na capital.

Na audiência, o deputado estadual Valdir Barranco, autor da iniciativa, destacou a “urgência de tirar o Brasil do ranking dos países que mais matam mulheres” e a responsabilidade da “conduta dos agentes públicos que utilizam seus espaços de fala para a prática da misoginia que também contribui para o aumento da violência, do preconceito, do ódio e para o asqueroso conceito da superioridade masculina”. O deputado também ressaltou a “importância da educação para a médio prazo tornar real a superação do ódio” e a necessidade de não normalizar piadas e comportamentos que subestimam e violentam as mulheres.

Durante a intervenção, a ministra Cida Gonçalves frisou a centralidade do enfrentamento à misoginia nas redes sociais, importante veículo de comunicação onde os discursos e comportamentos de ódio são disseminados e também financiados, como demonstra a pesquisa realizada pelo NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério das Mulheres. A ministra também convocou os presentes para uma participação ativa nas redes sociais como “um critério cotidiano para enfrentar o ódio” e a importância de todos estarem empenhados para “salvar as mulheres e mudar a sociedade brasileira”.

“Um país democrático, um país desenvolvido, tecnológico e sustentável, só é possível se há a defesa da plena dignidade das mulheres”, ressaltou a ministra Cida Gonçalves.

Estiveram presentes na audiência a senadora Margareth Buzetti; a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro; a secretária da Mulher de Cuiabá, Cely Almeida; a secretária de estado de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Paes Bugalho; o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho; os deputados estaduais Ludio Cabral e Wilson Santos; a representante do Ministério Público Estadual, Drª Elisamara Portela; a juíza de Direito e coordenadora da AMAGIS, Drª Aminy Adaad; a defensora pública do Núcleo de Defesa da Mulher, Drª Rosana Leite; a titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Drª Juda Maali; e as vereadoras Edna Sampaio (Cuiabá) e Graziele Marques (Sinop).

Casa da Mulher Brasileira em Cuiabá/MT

Anunciada em 2023, a construção da Casa da Mulher Brasileira em Cuiabá/MT vai entregar à população uma estrutura de 3.600m² com uma equipe multiprofissional para o atendimento das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Durante a visita ao terreno, a ministra reforçou a importância da Casa da Mulher Brasileira, espaço que reúne diversos tipos de serviço de atendimento às mulheres em situação de violência, essencial para o momento da chamada “rota crítica” – caminho percorrido pela mulher para romper o ciclo de violência.

“O governo federal persegue a meta do feminicídio zero. Essa precisa ser nossa determinação. A sociedade não deve tolerar mais um crime que mata mulheres pela condição de serem mulheres. O feminicídio é um crime evitável, e a Casa da Mulher Brasileira, assim como outras políticas públicas, como o Ligue 180, são ferramentas para que a mulher recorra no momento que passa por perigo”, afirmou a ministra.

O investimento para a construção da unidade será de R$ 20 milhões para a obra, além de R$ 5 milhões para o custeio, pagos ao longo de dois anos. Os investimentos estão previstos no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) formalizado entre os ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública em março de 2023 para a construção e equipagem de 40 novas unidades da Casa da Mulher Brasileira. A parceria foi celebrada no encontro que marcou a retomada dos trabalhos do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM).

Fonte: Governo Federal

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