Um homem de 32 anos foi preso em flagrante no sábado (29), suspeito de tentar matar a esposa, de 35 anos, enquanto ela dormia em uma propriedade no Loteamento da Jane, nas proximidades do Rio Manito, em Marcelândia/MT. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter atacado a mulher com uma chave Phillips.
A Delegacia de Marcelândia foi acionada pela Polícia Militar após receber informações de que uma mulher havia sido ferida pelo marido com um objeto perfurante. O suspeito estaria no hospital procurando atendimento médico para a vítima.
Antes da chegada dos investigadores, o homem deixou a unidade de saúde. A Polícia Civil iniciou buscas, mas ele retornou pouco depois ao hospital acompanhado da esposa para que ela recebesse atendimento.
No local, o suspeito se identificou e relatou aos policiais que havia golpeado a mulher enquanto ela dormia. Ele afirmou que se arrependeu do ataque e decidiu levá-la ao hospital.
Os policiais tentaram conversar com a vítima, mas ela estava emocionalmente abalada. Conforme a corporação, a mulher apresentava lesões nos dois lados do pescoço, na região direita das costelas e no cotovelo. O estado de saúde dela não foi informado.
Suspeito declarou intenção de matar
Diante dos ferimentos constatados, o homem recebeu voz de prisão. Ele também apresentava uma lesão no braço esquerdo e declarou que havia se machucado ao tentar tirar a própria vida depois de ferir a esposa.
Ainda no hospital, segundo a Polícia Civil, o suspeito afirmou que tinha a intenção de matar a mulher. Como justificativa, alegou que os dois haviam discutido durante o dia e que estava cansado do relacionamento.
A declaração, as circunstâncias do ataque e os ferimentos apresentados pela vítima serão analisados durante a investigação. A motivação alegada pelo suspeito não diminui a gravidade do crime nem transfere responsabilidade à mulher.
O homem foi conduzido à Delegacia de Marcelândia e apresentado à autoridade policial. A Polícia Civil solicitou que a prisão em flagrante fosse convertida em preventiva, pedido posteriormente aceito pela Justiça.
A prisão preventiva não representa condenação antecipada. A medida cautelar mantém o investigado detido enquanto o caso avança, conforme os fundamentos avaliados pelo Judiciário. A Polícia Civil não informou para qual unidade prisional ele foi encaminhado.
Fonte: POWER MIX






