O feminicídio de Nova Bandeirantes e a urgência que a corrida eleitoral não pode ignorar Eliene Luzanira da Silva, de 38 anos, foi morta dentro de casa; suspeito fugiu após o crime, mas se entregou à polícia dias depois.

Um crime bárbaro chocou o município de Nova Bandeirantes (a 1.028 km de Cuiabá). Eliene Luzanira da Silva, de 38 anos, foi assassinada a facadas pelo próprio marido dentro da residência da família. O que torna a tragédia ainda mais revoltante é que o homicídio foi presenciado pelo filho do casal, um menino de apenas 7 anos.

O caso ocorreu nas primeiras horas de um sábado (24). Após o ataque, o menino de 7 anos precisou correr aflito até a casa de um vizinho para pedir socorro. A criança relatou o que havia acabado de presenciar, afirmando que o pai havia tirado a vida de sua mãe e indicando o local exato onde o corpo estava.

A Polícia Militar foi acionada imediatamente e se deslocou para o endereço. No interior da residência, os agentes encontraram Eliene caída no chão da cozinha, já sem vida e com múltiplas perfurações provocadas por arma branca. Uma faca suja de sangue foi localizada logo ao lado, sobre a pia. A área foi isolada para o trabalho da Polícia Civil e da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica).

De acordo com levantamentos da Polícia Civil, a vítima não havia registrado denúncias anteriores contra o agressor e não possuía medida protetiva. Além de cuidar da criança, Eliene também amparava e cuidava do próprio pai, um idoso com mais de 70 anos.

O autor do feminicídio foi identificado como Elessandro Riquer Bispo, de 35 anos. Após desferir os golpes fatais na esposa, ele fugiu do local e passou a ser caçado pelas forças de segurança da região, que logo representaram pela expedição de um mandado de prisão preventiva.

Encurralado pelas buscas e com a ordem de prisão em aberto, Elessandro se apresentou na delegacia de Nova Bandeirantes acompanhado de sua defesa. Em depoimento à polícia, ele tentou justificar o ato brutal alegando uma suposta traição. O suspeito foi autuado e permanece preso à disposição da Justiça, enquanto o inquérito policial segue em andamento para a conclusão dos procedimentos legais.

EDITORIAL PORTAL MULHER MT: O momento é de reflexão e escolha. Que o debate eleitoral seja o espaço para exigir dos futuros gestores ações concretas pela vida das mulheres. Votar com consciência é também decidir pelo fim da violência de gênero.

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