Advogado diz já saber quem invadiu o celular de vereadora

A defesa da vereadora de Colíder, Maria Helena Cordeiro (PSD), que teve um vídeo íntimo vazado, afirmou já ter o nome de dezenas de pessoas envolvidas na distribuição do arquivo. E todos podem responder pelo crime de compartilhar imagens de nudez e sexo sem autorização, cuja pena vai de um a cinco anos de prisão.

Conforme o advogado Maurício Ricardo Alves, a vereadora foi vítima de um ataque de hacker, ou seja, houve uma invasão em seu telefone. Ele diz que já sabe quem foi o autor da invasão.

A Polícia Civil passou a investigar o vazamento e distribuição ilegal do vídeo depois que a vereadora registrou um boletim de ocorrência.

Maurício Alves disse que, além da pessoa responsável por invadir o celular, responderão também os que compartilharam, e os que fizeram comentários difamatórios.

“Não posso por enquanto me manifestar ainda. Porque se eu falar vou atrapalhar a investigação. Mas já estamos bem adiantados nessa questão”, explicou o advogado.

Segundo a defesa, o levantamento de todos os nomes já está quase concluído.

“Já temos praticamente todos. São inúmeras (pessoas). Acredito que já passa de cem a duzentos compartilhamentos.”

“Hoje a Polícia Federal e a Polícia Civil tem ferramentas bastante ágeis, umas das melhores do mundo para fazer esse levantamento”, explicou o advogado.

O vídeo foi vazado e começou a circular por meio do WhatsApp. A investigação apura os crimes contra a honra, que são previstos pelo Código Penal: calúnia (art. 138), difamação (art. 139) e injúria (art. 140).

“Muito em breve teremos aí prisões. Não só na região como em todo estado, e pessoas de outro estado também serão flagranteadas com prisões preventivas inclusive”, relatou Maurício Ricado, defesa de Maria Helena.

“Não será apenas quem publicou o vídeo como também quem compartilhou. Pessoas que fizeram comentários difamatórios também responderão no âmbito da justiça (esses não caberão prisão por enquanto)”, concluiu o advogado.

O crime de divulgação de vídeo íntimo levar a uma pena de um a cinco anos de prisão.

Fonte: MidiaNews

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